Sociedade de Caçadores, Coletores e Agricultores
A vida social desses povos indígenas estava centrada nas relações familiares e no papel de cada elemento que ocupava na comunidade.
As tarefas cotidianas se distribuíram de acordo com o sexo e a faixa etária (mulheres trabalhos domésticos e homem área agrícola, caça, pesca e até guerra). Os seus materiais utilizados nas construções eram: a madeira, cipó e capim, que se encontrava em grande quantidade, e que se acaba com facilidade. Nessas tribos não existia um poder político que determinasse o que as pessoas deveriam fazer e que punisse quem não obedecesse.
Os Sioux na América do Norte
Eram os povos indígenas mais aguerridos. Sioux significa serpente. Abrangiam três grandes grupos: os santees, yanktons e tetons. Existiam também na região outras tribos como os cheyennes.
Os sioux dividiam-se em 2 fases: antes e depois de conseguirem o cavalo. A cultura tribal modificou-se, boa parte das horas e das energias antes destinada a caça foi reservada aos rituais religiosos e mágicos. Das cerimônias, a mais importante era a “dança do sol”.
Os Tupis-guaranis na América do Sul
Os tupis-guaranis podiam ser encontrados ao longo do litoral sul-americano. Viviam em aldeias temporariamente em determinado local. Utilizavam machados e facas de pedra para facilitar o trabalho diário, cultivavam mandioca, milho, batata-doce e outras frutas.
Os tupis-guaranis acreditavam na vida futura e na reencarnação do passado em uma criança. Temiam os espíritos do mal e os espíritos dos mortos. Os homens e as mulheres eram fortes e comiam carne humana (antropofagia).
As Grandes Civilizações Agrícolas
Ao chegarem a América, os espanhóis encontraram comunidades altamente desenvolvidas que talhavam monumentos, conheciam a escrita, os sistemas matemáticos, astronomia e tinham calendários.
Viviam em grandes cidades bem maiores que Sevilha (a maior cidade da Espanha na época).
Desenvolveram-se em áreas distintas, a Mesoamérica, que abrangia o México, parte da América Central, sede da cultura Maia e Asteca, e a região andina, hoje Equador, Peru, Chile e Bolívia, onde se desenvolveu a cultura Inca.
Os Astecas, Guerreiros dos Deuses
Até o Século XVI os astecas eram senhores de um poderoso império. Tinham absorvido a cultura de vários povos, entre eles os maias e os olmeca (que estendeu sua influência nos mais variados campos, como arquitetura e religião).
Viviam sob uma espécie de monarquia teocrática e militar.
Desenvolveram engenhosos sistemas de irrigação; a agricultura era sofisticada, o que possibilitou uma grande concentração humana nos domínios do Império Asteca.
A sociedade asteca era dividida em três grupos: a nobreza (chefes militares), altos funcionários e sacerdotes e uma classe intermediária integrada por comerciantes e artesãos. Também existiam camponeses, escravos e prisioneiros de guerra.
Os astecas acreditavam que alguns homens (nobres) eram enviados de Deus e deveriam governar os demais com justiça e serenidade, ou seriam castigados por eles.
Muito desenvolvidas, a arquitetura e a organização urbanística e evidenciavam um profundo conhecimento matemático dos astecas.
Na capital do império, encontravam-se praças, templos, palácios, lojas e residências.
Estima-se que nesta cidade havia 300 mil habitantes, mais do que uma cidade européia.
Os Maias, Senhores do Tempo
Eram organizados em cidades-estados independentes, possuindo uma política teocrática (comandada pelos deuses) e dada pelos seus representantes na Terra.
Sacrificavam prisioneiros de guerra em rituais religiosos. Possuíam escrita hieroglífica sem decifragem, e eram dotados de conhecimentos matemáticos.
Também possuíam conhecimento astronômico e tinham calendários (até hoje intrigam os cientistas). Os mais importantes calendários eram os solares com 18 meses de 20 dias.
Os Quíchuas, Súditos do Inca
O império possuía mais de 15 milhões de habitantes num território que abrangia o Peru, Equador, Bolívia, Argentina e Chile.
Surgiu no século XIV em torno de Cuzco e expandiram virtuosamente e terminou em 1532, pelos espanhóis.
O império constituía uma monarquia teocrática hereditária, na qual os poderes do governante (o Inca), também legislador e comandante supremo do exército.
Os conflitos eram freqüentes para a sucessão do poder, que era entre irmãos, o que acabou enfraquecendo e facilitando a conquista espanhola.
O campesinato sustentava diretamente o luxo da nobreza local. Também forneciam dias de trabalho para construir canais de irrigação e estradas que cortavam o império.
Esse povo se destacava por suas cidades, as quais possuíam pirâmides e construções de pedra, domesticaram a alpaca e a lhama.
Os sacerdotes conheciam a astronomia, a astrologia e os conceitos matemáticos desenvolvendo um sistema numérico decimal.
Nenhum comentário:
Postar um comentário