Quem está em busca de estabilidade cogita um
objetivo: passar em um concurso público. O grande problema é que nessa longa
estrada até alcançar tal meta - que inclui horas e mais horas de estudo - pode
existir uma série de pequenos erros ali, prontinhos, para prejudicar o
andamento dessa árdua preparação. São detalhes que, muitas vezes, passam
despercebidos no dia a dia, mas que fazem um estrago que só é visto na hora de
buscar o nome na lista dos aprovados.
Antes do concurso dos sonhos ser anunciado oficialmente
existe a tensão pré-edital. A demora nessa publicação pode desestabilizar os
candidatos. No entanto, Marco Antônio Araújo Júnior, vice-presidente acadêmico
do Complexo Educacional Damásio de Jesus, diz que o concurseiro deve encarar
isso de forma positiva. "Com isso o candidato ganha mais tempo para
estudar e assimilar bem o conteúdo". No pós-concurso, uma pedra no sapato
é a reprovação. Passar não é nada fácil e as desclassificações vão existir.
Araújo aconselha o candidato a não dar chance ao desestímulo. "Respire
fundo, dê um tempo para relaxar e recomece os estudos".
Mas, se fosse só isso, seria mais tranquilo.
A verdadeira questão é que os candidatos precisam lidar com outros
comportamentos durante a fase de estudos. Esses, sim, podem ser grandes vilões
para quem está correndo atrás da vaga. O professor Araújo listou cinco erros
que, se ajustados, podem fazer os concurseiros chegarem mais longe. E, nessa
etapa, não custa nada ouvir algumas dicas de especialistas no assunto. Veja:
Não
planejar os estudos
Segundo o especialista, esse é o principal
erro dos concurseiros. Para o professor, um bom planejamento inclui o que
estudar, como estudar e a distribuição de tempo para cada disciplina ou bloco
de matérias. "Se o candidato não tem um plano de estudo, ele tende a
estudar de forma equivocada", diz. "O candidato precisa dividir o
tempo para se dedicar ao conteúdo propriamente dito e para resolver as
questões". O planejamento também deve incluir um rodízio de matérias.
"Estudar a mesma disciplina por muito tempo faz com que o rendimento do
concurseiro em relação a ela diminua", orienta.
Deixar
de lado algumas matérias
Esse é um erro clássico, principalmente
quando há muito conteúdo de Direito, por exemplo, a ser estudado. No entanto,
Araújo ressalta que todas as disciplinas merecem atenção e devem ser
contempladas no plano de estudo. O especialista diz, ainda, que matérias que
fogem do âmbito do concurso, como Informática e Raciocínio Lógico podem
derrubar muitos candidatos. "As questões de profundidade mediana pegam
muita gente desprevenida", observa.
Ignorar
que existe um estilo na banca examinadora
Conhecer o estilo das bancas é um dos
principais pontos para começar a se dar bem nas provas. Umas atentam para
detalhes nas perguntas, outras priorizam a boa interpretação. Por isso,
"saber com quem está lidando" pode garantir pontos extras ao
concurseiro e fazê-lo ganhar pontos na classificação. "É importante
conhecer a banca para saber qual o posicionamento adotado em relação a alguns
temas", orienta Marco Antônio Araújo Júnior.
Não
fazer simulados
Fazer simulado é bem diferente de refazer
provas anteriores. O objetivo do simulado, como o próprio nome já diz, é
simular o momento da prova: o tempo que o candidato tem para resolver as
questões, o ambiente. "Esse é o momento de perceber qual é a resistência
do candidato. No simulado ele vai ter a oportunidade de aplicar o que estudou
em uma situação próxima da realidade do dia da prova. Tudo o que acontece no
simulado pode acontecer no dia da prova", diz Araújo.
Não
dar trégua aos estudos
Ao contrário do que muita gente pode pensar,
horas e horas a fio estudando não traz aprovação em concursos. Para conseguir a
tão sonhada vaga, a receita deve ter uma boa dose de equilíbrio. A concentração
e o rendimento se perdem depois de algum tempo e é bastante necessária - e
fundamental - a pausa. Isso ajuda a fixar o conteúdo. Então, ao perceber que
não está assimilando o conteúdo lido, dê uma paradinha. Vale beber água, ir ao
banheiro, esticar a coluna por alguns minutos. "Estudar pouco é ruim, mas
estudar demais também é. Por isso, mais uma vez, é bastante necessário que o
candidato destine um tempo específico para cada matéria dentro do seu plano de
estudos", aconselha o especialista.
Um tempo livre maior que quinze minutinhos
também é válido. Apesar de estar participando de uma seleção onde há muitas
pessoas disputando a mesma vaga, é bastante sadio ter momentos de lazer de
verdade. Descansar e sair com amigos são ações que não devem ser descartadas. O
estresse dos estudos deve ser eliminado através de qualquer atividade que dá
prazer ao concurseiro, mas os especialistas dizem que os exercícios deveriam
ter um tempinho nessa agenda lotada. "A atividade física ajuda a melhorar
o rendimento, além de deixar o candidato mais preparado fisicamente para
encarar a prova", finaliza Araújo.
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